domingo, outubro 26, 2008

DELE PRA MIM: DECLARAÇÃO DE AMOR DE FLOR AMARELA EM UM FUNDO VERDE


Hoje vivi uma incrível experiência alucinatória. Algo que me tirou do eixo, me deixou sem chão, desnorteado, desorientado, sem noção de tempo ou de espaço. Era uma imagem, inacreditavelmente linda e brilhante. Parecia uma flor amarela com pétalas muito fortes e marcantes. A flor se destacava de forma radical numa paisagem esverdeada. A relação entre a flor e o fundo verde trazia uma sensação de profundidade que me fazia querer mergulhar por dentro daquela imagem sem fim. Uma sensação alucinante de profunda beleza, força e intensidade....me vi perdido naquela imagem durante um tempo até que então voltei a mim e percebi o que estava acontecendo....eu estava deitado, num dia de sol, na praia de Ipanema, olhando os olhos da minha namorada....nossa! que privilégio.....acho que até agora ainda me sinto um pouco perdido.... Te amo muito!

Felipe




I NEED YOU (music and lyrics- Alicia Keys)


Na na na na na naaaaaaaa
No naaaa naaaa
Na na na na na naaaaaaaaa
Na naaaa naaa

The sand loves when..the waves come
The sky can't wait...for the light of the sun
So how could you...look me in my eye
And not see what ....what i feel inside
Tell me how could youuuu... doubt the fact that I
I love you...
I love you

Don't you ever...think like that.
Don't you ever...never do that?
There will never be two things...that go together better
Than you and me....

North needs south east needs west...
And no needs.. yes yes yes
Up needs down life needs death...
And no needs.. yes yes yes

I need you
I need you
I need you
You...I need you
Na naaaa naaaa

So how could you...look me in my eye
And not see what what i feel inside
Tell me how could youuuu... doubt the fact that I
I love you...
I love you

Don't you ever...think like that.
Don't you ever...never do that?
There will never be two things...that go together better
Than you and me....

North needs south east needs west...
And no needs.. yes yes yessss
Up needs down life needs death...
And no needs.. yes yes yessss

I need you
Oh baby I need you
Na naaaa naaaa
Everyday..I need you
Na na na na naaaa
You...I need you
Na naaaa naaaa
Hey hey Heyyyy
I need youuu
Na naaaa naaaa
Hey hey heyyyyy
Like the desert needs the rain
Like joy needs pain

Estou amando essa música que me foi apresentada pela minha grande amiga Marcela Mangabeira. Não sai do meu MP3 dia e noite. And no needs yes, yes, yeeeeeeeeeeessss!!!!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Image of sleep - Photobucket - Video and Image Hosting

Dream image by punkybrewster06 on Photobucket




AI, QUE SONINHO BOM...

Meu sono estava muito atrasado na última semana... trabalhei muito e dormi pouco. Pra mim o mais importante pra todo o resto da vida acontecer, ou seja: estar feliz acordada, bem disposta, com vontade de ir dançar, cantar bem (com a voz boa e descansada), querer transar, ter vontade de fazer exercício, querer sair com uma amiga e papear um tempão... nada disso funicona se eu dormir mal ao longo da semana. O cansaço acumula e a qualidade de vida vai pro ralo.




1045537808_pingbeauty.jpg (JPEG Image, 800x600 pixels)





De ontem pra hoje dormi de 2h da manhã às 9h30 quando meu namorado acordou aqui em casa pra ir trabalhar... tomei café... capotei às 11h e só acordei :0 às 16h... beeeem descansada.




NF34_sleeping-woman-070724.jpg 475×350 pixels




Almocei, fui ao salão fazer as unhas e de noite pude cantar com o novo coral do qual estou participando, com a voz boa, com a alma tranquila, sem aquela dor de cabeça chata das noites mal dormidas anteriores. Que soninho boooommm...






Untitled




Eu amo dormir e dormir pra mim é um tempo precioso e necessário pra vida desperta acontecer inteira e plena. Então pra isso vale usar cherinho de lavanda pro quarto, lavanda do sono pro corpo e pra alma, leitinho quente, beijo de boa noite de namorado (e outras cocitas más), travesseiro de pena de ganso, edredon macio, cama queen, 4 travesseiros e mais umas almofadinhas e relaxamento interno. Soninho bom, muito bom. Boa noite... zzzzzzz....







quinta-feira, outubro 16, 2008

http://static.flickr.com/30/40774288_7cb58d99ad.jpg

Adoro correntes, acho que elas tem uma simbologia interessante de algo forte, que nos prende, e que nos enfeita, nos enfeitiça... ando atacada com correntes douradas, aquelas bem ao estilo rapper. Já tenho umas bem bonitas, mas estou atrás das douradas...

beijos e inté!

quarta-feira, outubro 15, 2008


Ai, que delícia!


Se eu pudesse eu almoçaria e jantaria um cone todos os dias da minha vida. Esse enroladinhos com atum, salmão, arroz, mel, cebolinha, camarão, shitake e outras delícias tiram o meu sono. Quando me dá fome, em que comidinha eu penso? Pior do que ser meio carinho pra comer todo dia são as calorias extras. É um alimento relativamente light. Mas só relaticamente mesmo (se comparado a um fast food clássico). Isso porque o peixe tem o mesmo valor de pontos que a carne vermelha, já que o peixe é escuro, então isso desconta muuuitos pontos dos meus 24 diários.

Também sou meio viciada em raiz forte e confesso minha tara de botar bastante só pra ficar com aquela ardência (é algo diferente, pimenta eu já não gosto) até chorar com aquela sensação que a cara tá vermelha e os olhinhos lacrimejando. Como diria Fernanda Gabriela, adooooooooooorooooooooo!!!!!! Eu também, eu também, eu também!!!!!!!!!!

Ontem fui comemorar o aniversário do meu boy e... Cone Lounge, aff... uma delícia de lamber os beiços, adoroooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!! Hoje já retomei o controle :)

segunda-feira, outubro 13, 2008


FFFFOUND!


O SABOR DA FOLGA PREENCHIDA DE VIDA, DIVERSÃO E VARIAÇÃO



Depois de uma bateria pesada de Noviça (duas sessões sábado e duas no domingo), minha folguinha está chegando e vai me fazer muito muito feliz fazer coisas simples e corriqueiras como ir ao salão fazer as unhas, pintadas com um vermeho bem vermelho (dos pés e das mãos porque eu mereço)....

Farei depilação feliz da vida e estou tão animada pra ficar zerada e limpinha, que a dor é o menos. Quero ficar linda pro meu namorado que estava de viagem e eu verei só depois de amanhã...

Irei ao shoping renovar minhas make-ups, vou estudar músicas queridas e velhas connhecidas para un novo grupo vocal que vou entrar, vou pra academia suar no Spining com muito prazer. Vou comprar presentes pro meu namorado e cosméticos pra minha pele.

Vou almoçar um comidinha saudável, ver novela repeteco sem culpa, talvez dar uma dormidinha no meio do dia e ser feliz! Tenho meu dia só pra mim! Iupiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Folga tem gosto de variedade e de diversão, aqui vou eu!


Beijos a até a próxima!

Julia Porto :)))))




“CANSO MENOS, ME DIVIRTO MAIS, CONSTATANDO O ÓBVIO: TUDO É PROVISÓRIO, INCLUSIVE NÓS.”
Martha Medeiros.

sábado, outubro 11, 2008


Amy Winehouse by *GwEn_*

"Isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além".

Paulo Leminski.

sexta-feira, outubro 10, 2008



water Pictures, Images and Photos


Just like you do

(Carly Simon, music and lyrics)

If you think you're alone
that you're the only one who is afraid
Let me tell you, I feel just like you do
And sometimes I stand back
From desires and dreams I don't understand
They overwhelm me

I feel just like you do

Chorus:]
I feel just like you do
I feel just like you do Just like you do
Just like you do

I feel just like you do
Just like you do
I feel just like you do

And when it comes to love

You want me to be the one to say
The words: I love you
But I feel just like you do
But let's try to return
To that brave innocence we once knew
I wish you were an ocean So I could jump into you and feel just like you do
I feel just like you do, just like you do, I feel just like you do...


ocean dive in Pictures, Images and Photos

quinta-feira, outubro 09, 2008

makeup

I am me

quarta-feira, outubro 08, 2008

Photobucket

Essa pilha que não passa, essa insônia que não cessa... need to sleep...


livinginthisfairytaleworld's Xanga Site

A INTIMISTA


Samantha Abreu colore a cena blogueira e eu sou muito fã

Adorei essa frase da Clarice Lispector, que descobri através de uma das melhores blogueiras da atualidade, dona dos blogs Haute Intimité e Mulheres Descontroladas. Me identifiquei muito. Amei! Ah! Tem também o Versos de Falópio, que é ótimo e ela também é uma das escritoras entre outras ótimas! Confiram, que é imperdível!


"Escrevo porque sou uma desesperada e estou cansada, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."

Samantha Abreu (essa frase podia ser dela)

Autoria principal: Clarice Lispector
Креативные работы от Rosie Hardy (100 фото - 11.04Mb) » 2photo.ru - Фотоблоги интересных людей



A Dor Das Coisas Que Passaram


Morro de saudade

De Adriano Silva para a revista Vida Simples

Eu me sinto examente como ele. Me angustia projetar agora a saudade que vou sentir amanhã... e tudo mais que ele escreveu nesse texto. Me identifiquei muito com a forma que o escritor se sente. Esse texto é lindo de morrer.

Leiam até o fim, por favor. Mesmo com um nó na garganta, mesmo com o coração na boca, mesmo com os olhos marejados ou até no pranto. Outro dia tive uma baita crise de choro no meio da leitura deste texto, inventei de ler pro meu namorado e desabei. Ainda assim é lindo, duro e real.

Beijos Julia Porto

por favor leiam

Às vezes sinto nostalgia do que estou vivendo. Projeto agora a saudade que vou sentir amanhã. Sou nostálgico desde que me lembro. Tenho esse hábito de cultuar o passado há muito tempo. Com 9 anos chorei de saudade do ano em que tinha 7. Foi minha primeira crise de nostalgia. Percebo somente agora, enquanto escrevo, que o objeto daquela saudade precoce coincide com o último ano em que meus pais viveram sob o mesmo teto. Não me lembro de aquela saudade ter sido especificamente de ver meus pais juntos ou de enxergar a gente como uma família tradicional. Mas vai saber.

Desde aquela época é assim: tudo o que passa me dói muito. Uma dor funda, cálida, quase gostosa de sentir. Minha saudade não emerge apenas dos momentos bons. Qualquer passagem que tenha marcado minha trajetória, e que viva em mim como lembrança, tem o potencial de gerar um sofrimento nostálgico.

A dor da saudade é um evento físico. Um sofrimento pontiagudo que arrocha o peito, fecha a garganta, impõe uma bruta vontade de chorar sozinho. A saudade traz em si um escárnio: não há remédio para ela. E lamentar não adianta: não é possível voltar no tempo. A saudade é um desejo que, quanto mais fundo, mais impossível é de realizar. É um jeito que o tempo tem de nos dizer que ele é uma via de mão única e que as perdas que são irreversíveis.

Às vezes sinto nostalgia do que estou vivendo hoje. Projeto a saudade que vou sentir amanhã do que está acontecendo agora. E já começo a sofrer. Minha capacidade melancólica chega a esse ponto. Ao menos, ela me impele a tentar viver ao máximo o presente. Porque a pior saudade é a daquelas coisas que você não viveu. A pior nostalgia é a daquelas coisas que você não fez. Aí o sentimento de impotência cresce, a sensação de que não é possível voltar fica mais insuportável. Ainda assim, já passou pela minha cabeça a seguinte questão: não será melhor viver menos intensamente, como estratégia para ter menos coisas do que sentir saudade no futuro?

Mas a saudade não é exatamente um desejo de voltar. A nostalgia não é a contrapartida de uma sensação de que a vida era melhor antes. A saudade, portanto, não é uma tentativa de instaurar o passado em detrimento do presente. A nostalgia é, antes, um jeito de tentar se agarrar em alguma coisa que suavize a queda livre.
Minha saudade é diáspora. São os amigos fundamentais que você teve um dia, que você amou tanto, e que hoje nem sabe por onde andam, o que fazem, quem são. E que você nunca mais verá. Saudade é esse sentimento cortante de perda, de desagregação, de desconexão, de amputação das coisas que lhe são mais caras.

Saudade é o irmão que você amava e que se foi para nunca mais voltar. É a memória do seu pai ficando a cada dia mais distante, mais difusa, menos real. Saudade é o desejo de poder abraçar de novo sua avó, e lhe dar um beijo e sentir outra vez a maciez dos seus cabelos. Saudade é a dor sem chance de solução de todas essas impossibilidades.

Minha saudade é também o desejo, igualmente irrealizável, de voltar a ser aquele menino que via o mundo com doçura e cor, ao lado do irmão, em cima do colo da avó, de mãos dadas com o pai. Saudade não é só a falta dos outros. É a falta da gente mesmo, do que fomos, dos grandes momentos por que passamos. É o vazio deixado por um tempo que não existe mais, quando várias portas que se fecharam com o passar dos anos ainda estavam abertas.

Minha saudade também tem um pouco de covardia. Porque o amor ao passado é o amor a um tempo dominado, conhecido. Enquanto o presente implica riscos, desafios e exige esforço, e o futuro é um espaço disforme com tudo por construir, o passado é um refúgio sereno e controlado. Especialmente porque a memória edulcora tudo. Mesmo as lembranças que não são tão boas ganham, com o tempo, um belo incremento de sabor e harmonia. O que os nostálgicos cultuam são geralmente visões idealizadas do que passou.

Minha saudade é vertigem, é mudança. É perceber que não é possível congelar nenhum momento no tempo. Tudo está passando. Eu, você, nossos pais, nossos filhos. Saudade é tentar trancafiar perto da gente aquilo que amamos, é tentar interromper os fluxos para eternizar numa fotografia aquilo que nos faz falta. Saudade é essa vontade de estar junto, de ficar junto, de ficar mais, de parar o tempo para que a gente não precise se separar nunca.

Minha saudade é uma reação desesperada a esse fluxo inexorável em direção ao esquecimento. À medida que a gente avança na vida, vai deixando um rastro de emoções para trás. São as marcas que deixamos pelo caminho - e que o tempo se ocupa de apagar. Há situações fundamentais, que definiram quem eu sou hoje, que já não têm condições de acontecer, de se repetir. O apego ao passado é também o desejo de continuar vivo, de estender a vida, de não deixá-la correr tão impunemente para o fim. É um jeito de dizer: "pára, dá meia-volta, eu quero descer, ficar um pouco mais, voltar atrás, viver de novo".

Esse é o desespero, para os nostálgicos. Cada recordação querida surge, gera uma faísca, dura um átimo e vai embora para sempre. E cada uma dessas perdas nos lembra que é exatamente isso o que está acontecendo conosco. E a angústia que você sente diante dessas lembranças será tão particular que você não conseguirá dividi-la com ninguém. A saudade será sempre uma dor confinada dentro de você. Um sofrimento pessoal e intransferível. Que a gente carrega como sina.

Adriano Silva é escritor, jornalista e autor do romance Homem sem Nome.

terça-feira, outubro 07, 2008

MY BODY WANTS TO BE ME


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Este é título do meu terceiro blog "My body wants to be me" onde eu conto minhas aventuras de minha nova rotina de exercícios e da dieta do Vigilantes do Peso rumo à uma vida mais saudável.
É um espaço bem diferente do "Barato Secreto" e do Máquinas Desejantes", mas não menos bacana e instigante. Estou amando meu novo filhote! Essa história de blog é mesmo uma cachaça! E eu amo!

Entrem e confiram!

Beijos

Julia Porto




Estou amando este site "The Barbisms". São paródias sobre questões femininas, como masturbação, sexo em geral, o "ser bela", a dita "perfeição" da Barbie, que o artista DM Howard aborda com um tom de ironia, mostrando a a eterna diva das meninas e das adultas como eu, como uma mulher bela, mas com sentimentos humanos, contrariando a fama de burra- fútil que sempre lhe foi atribuída. Ele mostra que ela não quer só ser um corpinho bonito e ser rica. Aqui ela está pouco se lixando para as aparências. Mas definitivamente não quer ser apenas inteligente. Quer ser intelectual, gostosa, gata e linda. Afinal, se podemos ser lindas, gostosas e inteligentes porque nos contentarmos?


Mesmo que seja apenas uma boneca, a Barbie do The Barbisms é uma mulher bem resolvida como eu. Ela é livre para dizer o que pensa, ri dela mesma, e dá pra sentir que ela não veio ao mundo à passeio, quer se curtir ao máximo tirando o melhor de si.

Palmas pra ela! Entrem no site porque é muito muito muito divertido!

Beijos

Julia Porto

terça-feira, setembro 30, 2008



Scary Gothic Girl wallpaper

A RAIVA


A raiva é um sentimento maldito. Todo mundo diz que sentir raiva não é bom, que é um sentimento feio e negativo e que não faz bem. Outro dia eu estava pensando nisso e pensei: "por que marginalizar a raiva?????" É um sentimento como os outros. Entendo que não deve ser cultivado, mas uma coisa é não cultivar, outra coisa totalmente diferente e negativa é encobrir, sufocar, ignorar e negar um sentimento que é humano. Talvez até mais genuíno do que os outros por sua característica intensa e irracional.

Eu, que sou uma pessoa de sentir raivinhas aqui e ali, fico muito enraivecida com essa coisa de que ninguém assume que tem raiva (mentira porque todo mundo sente). E nos dias de hoje não se pode mais sentir raiva. Todo mundo deve fazer ioga, ser feliz o tempo todo e tomar suco de luz. Vão pra puta que os pariu.

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A raiva em si não é mesmo um sentimento nobre ou bonito. Mas você não é feio porque sente raiva, a raiva é que pode até ser feia porque é um descontrole, um sentimento de paixão (pathos) desmedida.


Mas o fato é que mais ou menos feia, ela está lá. Minha sensação é que ela pulsa na nossa sociedade, de forma encoberta, meio na sombra das coisas, e que é um bomba relógio.

Minha parte eu faço liberando da maneira possível a raiva que sinto com as injustiças, com a raiva que tenho com a raiva alheia, com o que não sai da forma que planejei. Tento sempre que a minha raiva roçe ao menos suas mãos nas mãos da paciência, que é tranquila e segura e joga sempre na cara da raiva uma nuvem de algoção doce de segurança, sempre em silêncio, claro.

O silêncio comunica muito. Pra mim é a língua dos sábios. Eu não sou sábia e estou ok com isso, mas admiro muito. Tenho ensaiado silêncios e isso poupa muita energia gasta em vão.

Pra mim a raiva é o sentimento mais intenso de todos. Não estou defendendo que é um sentimento bom de sentir, mas é fato que se o dono da raiva tiver alguma inteligência de ao menos percebê-la com clareza, ele pode transformá-la em algo construtivo, que some.
A energia dá raiva pode movimentar a vida da gente para o bem, basta aprender a canalizá-la.

Já quase comprei um saco de box pra socar minha raiva nele. Mas desisti, é muito bruto e feio. Só quero se for rosa, ridiculamente rosa e infantil pra segurar a onda dos socos do meu ódio vermelho. Me irrita eu gostar de rosa mas eu gosto e foda-se.


Minha mãe diz que sou raivosa, acho que sou mesmo. Meu namorado também acha...

Só não é bacana jogar a raiva no amiguinho, ou então, se você não resistir, peça logo desculpas pra ele.

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Falar demais de si agredindo os outros é jogar sua raiva no amigo, isso é feio, é mais feio revelar sua raivas pro amigo de forma agressiva do que a raiva em si.

Minha última sessão de análise foi resumida pela minha analista da seguinte forma:

"Você disse várias vezes "TÔ PUTA", "FIQUEI PUTA" "ME DEIXA PUTA"".

Ok, eu estava puta com várias questões, situações e pinimbas.


RAIVA E TESÃO

Raiva em sua milésima potência é tesão. Não tem jeito. É muito revelador isso que estou dizendo, mas dane-se. Foda-se. Sou raivosa mesmo. Sou linda e sou raivosa. Meu namorado tem tesão nas minhas raivinhas e ele lida muito bem com elas.

GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Caralhoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A raiva é obviamente vermelha, não tem jeito.


domingo, setembro 28, 2008







Jacek Yerka é um Polaco com 55 anos que muito cedo começou a sua incursão pela área artística. Oriundo de uma família virada para as artes - ambos os pais frequentaram a Academia de Belas Artes - toda a sua infância esteve rodeado de materiais que cativaram a sua atenção para o desenho e pintura. As suas primeiras memórias de infância são unicamente esboços, cheiro de pinturas, tinta, papel e pincéis.

O trecho acima foi retirado deste blog.

http://blog.uncovering.org/archives/2008/01/os_mundos_de_fa.html


Estou fascinada com a obra de Yerka. Seu "mundo da fantasia" é rico e nada óbvio, são poços, relógios, árvores, sinais de trânsito, bichos-casa e castelos.

Ele faz uso de forma magistral da mistura de planos, superfícies, fundo, planos sobrepostos, chão, teto... gramados de florestas que são também tetos de arranha-céus. É simplesmente lindo.

Pra ele, assim como pra mim, o mundo tal como existe não basta.

sexta-feira, setembro 26, 2008

MÁQUINAS DESEJANTES


O meu outro blog "Máquinas Desejantes" está de volta...

O desejo não cessa de efetuar acoplamentos de fluxos contínuos... o desejo faz escorrer, escorre e corta...


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http://maquinasdesejantes.blogspot.com/


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quinta-feira, setembro 25, 2008

THE BARBISMS

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terça-feira, setembro 23, 2008

SEM LIMITE

Critíca-se por aí a falta de limite das crianças. Reclama-se dos adolescentes criados sem limites. Nem adultos escapam da exigência geral. Impõe-se leis rígidas contra o consumo de álcool, fecham-se as casas de jogo, grita-se contra as drogas. Um submundo de tensões mais clandetinas aqui, menos ali, atrapalha a expectativa de um mundo ordenado. Tudo que se diz contra os excessos é em nome do limite.


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De tanto exigir limites no cotidiano, ficamos surdos para nossos próprios gritos. Onde foi parar o bom senso? Quem pensa no porquê de tantas imposições? A rigidez das atitudes é a resposta fácil no desespero. O desepero é o descaminho que se explica pela falta de limites, e pela tentativa de criá-los, a cada vez, pela força. É o limite que ficou sem limite. A excessivsa proibição nos torna incompetentes para a vida.


ONDE ESTÃO?

Para muitos basta dar limites para uma boa educação. Como se a experiência do limite sozinha pudesse ser a salvação para alguém que se perdeu. Um não dito em tom solene aqui, aqui ou colá, e estaria feita mágica. Sabemos que não funciona assim. Professores contam com soluções vindas de casa. Pais desatentos ou ocupados esperam que os limites sejam produzidos na escola como se isso fosse tarefa da educação formal. A tarefa de dar limite é uma das tantas que esperamos dos outros. Todos sabemos que ela dá muito trabalho. Muitas vezes nem sabemos, os responsáveis, do que se trata. Mas, no fundo, talvez a preguiça de agir demonstre mais que cansaço ou descaso.
Talvez não confiemos na possibilidade de que um limite seja a resposta para nossos problemas, na educação, nos relacionamentos, pois nós mesmos não nos damos limites. Somos auto-indulgentes, autopiedosos, sempre prontos a perdoar as nossas falhas. A revolta contra as leis é um claro sinal de que não vemos vantagens dos limites para nós mesmos. A culpa-e o problema -costuma ser dos outros.


SINÔNIMO DE FORMA


Aristóteles dizia qua uqalquer coisa não existe para além do limite. Tudo que existe precisava de um limite para existir. Para saber o que algo é e onde está, usa-se a noção do limite. Limite é sinônimo de forma. Não podemos aber o que é uma casa senão reconhecemos seus limites concretos, que são, afinal, formais. Até a beleza era entendida como uma espécie de limite. Toda a nossa maneira de ver o mundo depende desse conceito.


Em termos éticos, os antigos entendiam o limite como autodomínio, capacidade de controlar as próprias paixões (mais tarde chamadas de pecado), de viver no meio-termo. Qualquer ação depende de limites no espaço e no tempo.

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O RESPEITO

Todo limite é uma experiência que se formula na relação com o outro. Entre mim e o outro há sempre um espaço imponderável. Nesse vazio entre "eu e tu", a melhor coisa a ser colocada é o respeito. Se o limite é a experiênci que permite saber até onde se pode chegar e, com sorte, a protetora dor de saber aonde não se deve ir. o respeito é única de todas as experiências que não pode ter limite. Porque respeito é o modo de olhar para o outro de modo positivo, ver nele sua potência de ser, como alguém que, mesmo me sendo próximo, carrega em si algo que não pode dizer sobre si mesmo para mim, e, por isso mesmo, será sempre intocável.





A total ausência de respeito pelo outro é o que caracteriza a figura do perverso. O perverso é aquele que por algum motivo, rompeu com o limite. Ele vive da crença de que é capaz de submeter o outro. No entanto, mesmo quando destrói o outro, não deixa de enganar a si mesmo. Ele vive da crença de que tomou posse de sua vítima, mas é apenas uma crença. A crença é sustentável apenas enquanto a vítima sustenta a posição do perverso. Em momento algum, no entanto, ele atingirá, o âmago da outra pessoa.

O perverso é um eterno logrado. Um frustrado que ilude o outro pelo medo. Quem se deixa levar é tamb´me iludido. E frustrado porque é impossível atingir o fundo irreconhecível de cada pessoa. Aquilo que justifica que somos seres humanos e que podemos sempre chamar de dignidade. Só esse olhar pode aniquilar uma olhar e uma atitude perversa. Limite é, no fundo, o lugar inatingível de cada um.


Márcia Tiburi, filósofa, escritora e artista plástica.

segunda-feira, setembro 22, 2008

O DEFINITIVO

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Tenho medo do que é definitivo. Um bom exemplo é que quero me casar mas não sei se quero pra sempre. E isso não tem a ver com gostar menos do pretendente em questão, na verdade é medo do desconhecido. A vida muda, e eu não sei como é dividir uma casa com meu namorado. Não sei se gosto disso ou se não gosto. Mas incomoda esse "não sei".

Continuando minha filosofia interna: como posso saber se vou querer estar morando com alguém pra sempre? Estar com alguém pra sempre, ao longo da vida, me parece bem bom. Mas assim... usando o mesmo banheiro e acordando todos os dias...??? Não sei (carinha de dúvida) ...

Eu sei que quero me emancipar mas essa questão vem sempre acompanhada da pergunta "casar ou não casar". Sim, eu me adianto muito no tempo, meu namorado nem se esquenta e nem pensa nisso. É um pouco mais novo e está em outro momento. Mas como penso em sair da casa de meus pais eu penso nisso sempre com uma espécie de settinha apontando pra essa parte- se vou morar junto com o boy ou não, se vou casar com pompa e circunstância ou se
seremos um casal moderninho que cada um mora na sua. Não descarto. Acho que vale o molde que for desde que estejamos felizes. O fato é que tenho medo que aquelas pequenezas, de contas, pia com louça, banheiro com roupa no chão, acabem por minar meu romance.

Mas está no inconsciente coletivo feminino essa questão "casar ou não casar" muito mais do que to be or not be. Dessa do Shakespeare eu já passei porque já tenho uma boa definição pessoal de quem sou, dos meus princípios, e de como me sinto, que é relativamente estável, de modo que já fico tranquila de saber quem eu sou e isso leva à uma outra setinha para o que eu quero. Isso não tira meu sono. Deixa eu explicar, sei o suficiente sobre mim para uma mulher de 30 anos, mas tenho lá meu receios. Você deve estar pensando: "nem se esquenta, se ele ainda não pensa nisso.." Mais eu penso uai!

Me pego pensando que situações muito definitivas me incomodam. Acho que o que deve haver de mais defnitivo na vida de uma mulher é um filho. E esse capítulo também está em aberto em minha vida, embora eu já saiba que se isso se der vai ser daqui a uns dez anos, porque a conquista de minha estabilidade profissional e financeira está na frente.

Acho que o fator "filho" é mais definitivo mesmo. Casamento tem esse peso mas todo mundo sabe que se não tá feliz... separa...

E filho é definitivo desde a hora em nasce, porque com ele nasce em você uma mãe que nunca existiu e a partir dali você será mãe pra sempre, nasce também um pai, avós, tios.

O casamento, não é possível decretar que será definitivo. É que nem o homem da vida da gente. Você não determina que ele é ou não. Claro que as mulheres têm parâmetros diferentes do como se relaciona com ela e como vai ser o homem da vida. Pra mim aquelas paixões arrabatadoras são o de menos. Em geral nos tiram do prumo e nos fazem sofrer.

Acho que o homem da vida vai aos poucos ocupando o lugar de "o homem da vida". Ele simplesmente está lá sempre com você e você o ama, sente prazer, se sente cuidada e acolhida.
O homem da vida também compartilha e vibra com suas escolhas. Bate palmas pra você e compreende quem você é e ama quem você é. O meu homem da vida ajuda e se responsabiliza por seus compromissos com você e com a própria vida. O homem da vida ou ganha dinheiro ou corre atrás de ganhar, pra vida se definir mesmo que não seja definitiva.

Tenho medo do que é definitivo... Ao escolher a figura pra ilustrar o texto eu escolhi essa caveira colorida, eu não sabia o que ela significava, mas fui procurar. Ela é um símbolo que representa o dia dos mortos na Espanha. Eu fiquei quebrando a cabeça pra pensar em coisas definitivas e s[oe veio "filhos" e "tatuagem".

Mas ainda mais definitiva que tudo é a morte e talvez por isso eu tenha demorado a pensar nessa parte. Falo melhor disso em outro momento.